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O que se passa connosco?

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Os miúdos de hoje em dia são livres. Tão livres. Dizem nunca ter tido tanta liberdade. Porque comunicam 24h por dia. Porque conhecem a Europa e as Américas. Porque sabem de cor uma dezena de séries. Porque vão ao ginásio ou ao McDonald's assim o prefiram. Escolhem a roupa que usam. As sapatilhas que calçam. Escolhem o curso superior. O curso de inglês ou de espanhol. E vivem noutro país durante 6 meses. Ou 12. Eles escolhem. Porque são livres. Ou talvez não. Os jovens dos no ssos tempos são formatados pelo mundo que todos nós criámos. São fixes se saltarem de avião ou se passearem pela Indonésia. São tão mais porreiros consoante o tipo de bebida que preferem nos sábados à noite. São escravos do trabalho que eles próprios escolheram. São míseros reprodutores de tudo o que a sociedade lhes exige. Nunca foi preciso correr tanto. Ser 1000 coisas ao mesmo tempo. Nunca foi preciso se poliglota assim como um prodígio na arte de não dormir. Trabalhar 8 horas é pouco e as 10...

Foi um ano duro

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Foi um ano duro, feito de impossíveis. Posso até chamar-lhe um ano doloroso. Dotado de peripécias e desafios tantas vezes esgotantes. E não escondo que foram alguns os dias em que pensei em desistir. Não escondo que foram algumas as noites em que os olhos não fecharam por um minuto. Só Deus sabe o quanto lutei. Só Deus sabe como arranjei mil e uma maneiras de me motivar. Inventei-as, como se de uma história para crianças se tratasse. Fui buscar forças onde não sabia tê-las. Fui procurar abrigo onde até hoje nunca me tinha refugiado. A minha alma parecia estar numa montanha russa de emoções. Tanto me senti no topo do mundo, como dei por mim no chão. Mas segui sempre em frente, mesmo que para isso desse passos sem confiança. Na verdade olhei para trás, mas nunca me fixei no passado. Reconheço que caminhei sobre pedras apenas para que hoje pudesse sentir o prazer de estar descalça. E admito que estou francamente cansada. Exausta é a palavra certa. Creio que fui testada até onde era possí...

Não me julgues pela capa

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Não me julgues pela capa que transpareço, nem pela opinião que já formaste. Não me julgues de alguma forma por aquilo que quero para mim, porque só a mim tenho de justificar tamanha escolha. Não me digas que é um erro quando sou eu que não colho a felicidade se seguir o sentido que queres que eu siga. Não me julgues. Não gastes o teu vocabulário com premissas que já nem oiço.  Isto não é uma mania. Não é uma questão de feitio ou dos anos que já vivi. Chamaria-lhe uma oposição . Uma oposição fundamentada por aquilo que sinto aqui dentro. Por aquilo que sinto neste lugar ao qual tu nunca vais conseguir entrar. E esta oposição, acaba assim, por ser uma terapia emocional que me deixa muito mais certa daquilo que sou. Na verdade, não tenho certezas sobre aquilo que quero, mas tenho a certeza absoluta sobre aquilo que não quero de todo.  Por isso, não me interpretes mal. Não julgues que é uma decisão sem porquê ou uma casmurrice que a idade me trouxe. Entende que eu, simplesme...

Um vencedor triunfa sem pisar o próximo

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Um vencedor triunfa sem pisar o próximo. Não trai. Não oprime. Um vencedor não se julga maior que todos os outros. Porque não o é, nem tão pouco o ambiciona ser. Um vencedor triunfa sempre por mérito próprio. Pelo suor que lhe escorreu na pele. Pelas pernas fatigadas que o levaram até lá. Mas não espera louros. Não anseia por aplausos. Na verdade, o orgulho que sente em si próprio supera qualquer elogio externo. Um vencedor não inveja, não idolatra. Sabe sempre o que lhe é possível e luta sempre por aquilo que considera impossível. Porque a sede de mais funciona como o motor do seu corpo e a força da sua alma. Ser vencedor é ser mais do que alguém que consegue cumprir grandes objetivos. É ser humilde. Humano. É ter a capacidade de racionalizar, mesmo quando o resto do mundo parece elouquecer. Ser vencedor é ter fé. Em alguém ou em algo. É acreditar por muito que a crença esteja gasta. É ser um Homem, é ser uma Mulher. Um vencedor nunca desiste, por maior que seja a tempestade, por mai...

Voar

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- Eu não sei se sei viver. - Como assim? - Não sei vivo se me limito a existir. - Porque te limitas? - Por estupidez. Por ser pequenino de alma. Caio no erro recorrente de ficar na minha zona de conforto. E só depois percebo que de conforto os meus dias não têm nada.  - Porque não mudas? - Porque mudar exige coragem. Exige força interior. E eu estou tão podre, tão pobre. É como se todo eu fosse um vazio sem fim. - Do que precisas então ? - Preciso de uma capa. Daquelas que me permitam voar. Preciso de conhecer o céu c omo nunca conheci a terra. Preciso de me desprender. E de não ter medo do voo nem tão pouco da altura. De não sonhar sobre a queda mas sobre o destino. Inês https://www.instagram.com/25_por_ines/  https://www.facebook.com/25porInes/

Não vou ser o que a sociedade espera de mim

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Não me sinto na obrigatoriedade de ser o que a sociedade espera de mim. Já não tenho paciência para o politicamente correcto. Prefiro a liberdade de rir à gargalhada ou de chorar sem motivo algum. Prefiro ser fiel a mim mesma, íntegra perante o que considero ser meu. Continuar a correr descalça quando todos usam galochas e sonhar com um mundo diferente quando todos pensam da mesma maneira.  Não me julguem. Ao menos sou feliz. Inês https://www.instagram.com/25_por_ines/  https://www.facebook.com/25porInes/

Não desistas

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Quando ninguém reconhece o teu esforço, vacilas. E é perfeitamente compreensível. Não aches que eu não o percebo. Acabas por questionar se vale a pena. Se faz sentido. Provavelmente não faz sentido algum. Sentes que não fazes nada aqui. Que ninguém notará se fores embora, porque afinal ninguém nota sequer que aqui estás. Sentes que talvez pertenças a outro lugar, a outras andanças. Vês o chão fugir-te dos pés, mas não sabes como voltar a ter equilíbrio. E aos poucos a força v ai e a resiliência acaba. Porque não há ninguém que te alimente o ego e o amor próprio que pensavas ter em quantidade mais do que suficiente. É difícil. Mas peço-te que continues. Igual a ti mesmo. E não julgues que estás sozinho. Não estás. Todos os dias milhões de pessoas estão no mesmo barco que tu. Milhões. Mas só algumas delas empurram a bagagem. Só algumas delas insistem no que acreditam. Poucas vão em frente quando as pernas já não têm condições para trilhar o caminho. Mas no final, são essas as pessoa...